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DOS ESPAÇOS DE NÃO CIDADE AOS LUGARES URBANOS

 

O lugar urbano é investido de sentido identitário, relacional e histórico, ou seja, é onde estão presentes as memórias coletivas e individuais e onde são materializadas as identidades dos habitantes, dos bairros e, até, de toda a cidade. São locais onde ocorrem os ritos coletivos, onde são erigidos marcos e monumentos. Também são lugares que contam uma história, a história da cidade e de seus antepassados.

Mas há na cidade lugares desprovidos de memória e conhecidos como não lugares. Esses espaços não possuem identidade e são cada vez mais comuns no mundo contemporâneo, pois são gerados, conforme alguns autores conceituam, pela supermodernidade. Segundo Marc Augé, a supermodernidade gera um mundo condenado à individualidade solitária, em que se nasce em uma clínica e se morre em um hospital, ambientes assépticos nos quais não é possível se relacionar. Um mundo onde se multiplicam modalidades luxuosas, como condomínios fechados, redes de hotéis e clubes de campo. Lugares apenas de passagem, como aeroportos, estações de trem ou metrô, shoppings, supermercados e as populares redes de fast food, estruturas e equipamentos, são praticamente iguais no mundo todo. Além disso, são iguais também as ocupações desumanas como favelas, acampamentos de refugiados e periferias pobres assentadas sobre espaços ambientalmente degradados, presentes nas médias cidades e grandes metrópoles espalhadas pelo globo.

Os não lugares também são frutos das complexas redes viárias que materializam grandes superfícies de passagem garantindo a velocidade e os deslocamentos necessários ao viver contemporâneo, tendo como efeito colateral a segmentação da malha urbana que cria barreiras intransponíveis, além de gerar espaços residuais desertos e abandonados, destinados aos habitantes desafortunados que vivem à margem da cidade oficial. Esses não lugares urbanos foram conceituados no presente trabalho como espaços de não cidade.

Tendo como referência o conceito de que o lugar é um espaço praticado, a proposta da equipe consiste em transformar os espaços de não cidade em lugares urbanos. Para atingir esse objetivo, a equipe analisou e classificou diversos pontos de não cidade, selecionando os seis mais significativos, tendo como um dos condicionantes de projeto a replicabilidade das ações em outros pontos não selecionados. O objetivo principal da proposta é sensibilizar a população sobre a existência de grandes áreas residuais que se encontram subutilizadas e até abandonadas, e mostrar que por meio de pequenas intervenções poderiam se transformar em áreas de lazer, esporte e convivência, materializadas em praças e pequenos parques, melhorando assim a urbanidade e qualidade de vida da população.


Nome Expo 2017 – Dos Espaços de não cidade aos lugares urbanos


Cliente Proposta desenvolvida pela equipe da Grifo Arquitetura entre os meses de agosto de 2016 e março de 2017 para a Expo 2017 | Interfaces


Local Curitiba-PR


Ano 2017


Status Exposição


Área diversas


Equipe Fábio Domingos Batista, Igor Spanger, Luciano Suski, Moacir Zancopé Junior, Suzanna de Geus, Aline Train, Rodolfo Scuiciato, Janaína Nichele, Aline Marafigo, Amanda Mendes de Lima, Ana Luiza Voltolini, Eduardo Hungaro, Heitor Lorega Dilay, Isabella Moura, Jackson Oliveira, Kimberly Dias, Mirela Purim, Nícolas Marques, Tayla Amaral, Thays Lima, Victor Reis Chaves Alvim